Mutirão Racial 2026 mobiliza tribunais para julgamento de processos em novembro

segunda-feira, 19 de Outubro de 2026 - 11:08

Os tribunais brasileiros já se mobilizam para o Mutirão Racial 2026, esforço concentrado coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o julgamento e impulsionamento de processos judiciais relacionados à temática racial. Entre eles, estão processos que tratam de discriminação racial e crimes de ódio.

No mutirão, marcado para novembro, também são impulsionados os processos que envolvem crimes de racismo e injúria racial, relacionados a pessoas e comunidades quilombolas, sobre trabalho análogo à escravidão ou de trabalho doméstico.

Em 2026, o CNJ decidiu começar mais cedo os preparativos do mutirão. O Conselho oferece apoio técnico e metodológico aos tribunais que aderem à iniciativa, acompanhando a coleta, a qualificação e o monitoramento dos dados.

A iniciativa acontece por meio do Fórum Nacional do Poder Judiciário pela Equidade Racial (Fonaer), com apoio do Programa Justiça Plural — iniciativa de cooperação técnica internacional do Conselho com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Criado pela Resolução CNJ n. 490/2023, o Fonaer é presidido pelo conselheiro João Paulo Schoucair. O fórum tem como propósito combater a discriminação racial na Justiça.

Contra o racismo

O multiartista baiano Carlinhos Brown aderiu à campanha com vídeo nas redes sociais do CNJ. “Alô, meu Brasil querido, estou passando aqui para dar um toque muito especial sobre algo que faz o coração da nossa nação bater mais forte e com mais justiça: já começou o mutirão racial do Conselho Nacional de Justiça. Sabe o que isso significa? Significa que os tribunais de todo o país estão unidos para acelerar o julgamento de processos que combatem o racismo”, explicou Brown no perfil do CNJ nas redes sociais.

Em novembro do ano passado, quando o Conselho realizou o primeiro mutirão racial, ao menos 3.150 processos passaram a tramitar com prioridade em 16 tribunais brasileiros. Desse total, 2.591 (82%) foram impulsionados, ou seja, tiveram movimentações por meio de atos processuais como sentenças proferidas, novos despachos, expedição de mandados e conclusões ao magistrado.

“No ano passado, milhares de processos foram julgados, mas a gente quer mais e a gente precisa de mais. É a nossa justiça, racismo zero, um compromisso real no enfrentamento de toda forma de discriminação. Porque um Judiciário forte é um Judiciário sem racismo. Quem precisa de justiça não pode esperar”, acrescentou o artista no vídeo divulgado pelo Conselho. A participação de Carlinhos Brown aconteceu de forma voluntária, em apoio à causa.

 

 

Fonte: CNJ.


 

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