EJud-16 promove palestras na Semana de Combate ao Assédio Moral e Sexual e à Discriminação
A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), realizou , a Semana de Combate ao Assédio Sexual, Assédio Moral e à Discriminação, com o tema “Ambientes de trabalho mais seguros começam aqui”. O evento reuniu magistrados, servidores, estagiários e terceirizados em momentos de reflexão e diálogo sobre prevenção às violências no ambiente laboral e promoção da saúde mental.
A iniciativa integrou as ações institucionais voltadas ao fortalecimento das relações interpessoais e à construção de ambientes de trabalho mais respeitosos, seguros e acolhedores.
A secretária da Escola Judicial, Sílvia Maria Pontes de Castro, destacou a importância da realização da semana temática dentro do Tribunal e reforçou que a discussão sobre assédio e discriminação deve ser permanente. Segundo ela, a Semana de Combate ao Assédio Sexual, Assédio Moral e à Discriminação foi instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para todos os tribunais do país, mas a Escola Judicial compreende que o debate vai além do cumprimento de uma determinação institucional.
“A Escola Judicial entende que esse é um momento importante de apresentação de propostas e de exposições feitas por profissionais sobre um tema bastante amplo e diverso, que atinge diretamente muitas pessoas no ambiente de trabalho”, afirmou.
A programação contou com palestras do mestre em Psicologia e servidor do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA), Luiz Gustavo Carvalho de Assis, e da servidora do TRT-16 e psicóloga, especializada em Neurociências e Comportamento, Natália Bragança Basileu.
O Luiz Gustavo Carvalho de Assis explicou que os tribunais passaram a estruturar políticas e comitês específicos para prevenção e combate ao assédio, diante do aumento de casos registrados nos últimos anos. “Essa conjuntura de metas, cobranças e pressão cada vez maior dentro do Judiciário faz com que, muitas vezes, as pessoas acabem reproduzindo práticas de assédio sem perceber. Por isso, é fundamental esclarecer o que caracteriza o assédio e orientar tanto gestores quanto servidores sobre como identificar e agir diante dessas situações”, destacou.
Já a psicóloga Natália Bragança Basileu abordou a importância da comunicação e das relações interpessoais na construção de ambientes de trabalho saudáveis. Segundo ela, o assédio moral é resultado de uma série de comportamentos e interações que podem ser prevenidos antes de se agravarem. “A forma como as pessoas se comunicam pode evitar muitos conflitos e ajudar na resolução saudável das situações do cotidiano. O ambiente institucional é construído pelas pessoas e pelas interações que acontecem diariamente”, afirmou.
Natália também ressaltou que a prevenção deve ser prioridade dentro das instituições. “Quando falamos de assédio moral, não devemos pensar apenas nas formas de combate depois que ele já aconteceu, mas principalmente no que pode ser feito antes, para evitar que essas situações se instalem”, concluiu.
