TRT-MA: Setor de Saúde tira dúvidas sobre o novo coronavírus por meio de uma roda de conversa online

segunda-feira, 1 de Junho de 2020 - 15:08
Redator
Lucas Ribeiro
Revisor
Suely Cavalcante
Magistrados e servidores participaram da roda de conversa conduzida por servidores do Setor de Saúde do TRT

O Setor de Saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão) promoveu, na última sexta-feira (29), uma roda de conversa online para tirar dúvidas acerca do novo coronavírus. Com o tema “Coronavírus: Verdades e mitos”, o bate-papo contou com profissionais da área da saúde, que fazem parte do quadro de servidores do TRT-MA, e foi transmitido pela plataforma Google Meet.
A iniciativa teve um caráter informal, em que os 28 participantes, entre magistrados e servidores, puderam fazer perguntas aos profissionais. Antes disso, o médico Adriano Soares Alves fez uma pequena introdução acerca da atual situação do Maranhão no enfrentamento a Covid-19. Ele destacou que o estado está em sétimo lugar no número de casos confirmados e que, segundo os dados divulgados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na semana passada, a expectativa de ocupação de leitos de UTI destinados a casos confirmados da doença é de 95%.
Durante a conversa, o médico respondeu a questionamentos em relação ao uso de medicações no tratamento do coronavírus. Adriano Alves afirmou que é preciso encarar os fatos e aceitar que não existem drogas disponíveis para combater o vírus. “Não há uma evidência científica robusta que o uso dessas medicações no início da doença ou adiante é benéfico”, destacou. Ele aconselhou ainda para pessoas não estocarem complexos vitamínicos com objetivo de usá-los na prevenção da Covid, pois também não há embasamento científico que comprove sua eficácia. 
Ainda sobre tratamento, Adriano Alves ressaltou que as expectativas para encontrar uma possível cura ainda é baixa. “Honestamente, não é uma garantia que vai haver uma vacina. Não dá pra saber se estamos diante de um vírus imune a ela”, confessou. Atualmente, a vacina para a doença está em fase de estudos e mostra bons resultados. No momento, a melhor forma de enfrentar a doença, segundo o médico, é uma boa alimentação, ingestão de líquido (água) e repouso. Os casos graves necessitam de cuidados clínicos intensivos. 
Os presentes também questionaram sobre quando é que um indivíduo, que tenha contraído a doença, está apto a voltar ao trabalho. O médico destacou dois critérios importantes para isso, o clínico e o temporal. “Se o indivíduo que contraiu estiver encontrar completamente assintomático e já ter passado do período inicial de 14 dias, ele tem condição sim de voltar ao trabalho”, afirmou. Ele explicou que depender de exames para ter essa confirmação não é a melhor escolha, pois procedimentos para identificar partículas virais são muito sensíveis, ele pode confirmar a presença das partículas, mas isso não é sinônimo de que pode ser transmitido. 
O momento também foi de externalizar preocupações com os cuidados que deverão ser adotados na retomada das atividades presenciais. A chefe de Biblioteca e Gestão Documental do TRT-MA, a servidora Raimunda Nonata Araújo Teixeira, levantou a hipótese de estabelecer uma quarentena para o acervo. Segundo a bibliotecária, há obras emprestadas que não retornaram ao acervo após o decreto que estabeleceu as atividades remotas no Tribunal e no Fórum Astolfo Serra. O médico relembrou que, segundo estudos, o vírus pode sobreviver por até quatro dias dependendo do tipo de superfície e que, no caso dos livros, é preciso encontrar um método de desinfecção adequado. 
Por fim, o profissional esclareceu alguns mitos. Ele destacou que o agravamento da doença não é exclusividade dos grupos de risco, há diversos casos de crianças e adolescentes nessa situação, inclusive que vieram a óbito. Na lavagem de roupas e outros utensílios, não é preciso fazer um procedimento fora do habitual, água e sabão são suficientes. Ele aconselhou ainda não fazer tomografia caso a pessoa esteja gripada, apenas em casos onde há desconforto respiratório, evitando, assim, se expor ao vírus.  
 

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