Trilha da Memória traçou caminhos para a Rota da Dignidade da Pessoa Humana no Laboratório da Inovação do TRT-16

segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2024 - 15:16

Servidores da área de Gestão Documental e Memória concluíram mais uma imersão dentro do Laboratório da Inovação do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), com a realização da Rota da Dignidade da Pessoa Humana, um conjunto de ações para mapear a Série Ações Civis Públicas dentro da Justiça do Trabalho no Maranhão. A atividade foi concluída em dezembro de 2023 e é uma das práticas inscritas no Prêmio Nacional da Memória. Em janeiro/2024, foi iniciada a caminhada, a partir da triagem dos processos da 1ª Vara do Trabalho de São Luís.
Segundo o grupo de servidores, a inspiração veio da Trilha da Memória, realizada em dezembro/2022, que seguiu o Mapa do Tesouro, um painel de contribuição com várias sugestões para o fortalecimento da Gestão Documental e Memória do TRT-16. A Trilha recebeu menção honrosa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no ano passado e este ano a Rota está concorrendo ao Prêmio da Memória do CNJ.
“O Painel de Contribuição é um conjunto de sugestões a serem implementadas para os próximos quatro anos”, explica a chefe do Setor de Gestão Documental e Memória, Edvânia Kátia, que também é laboratorista. “Desde 2022, estamos trabalhando com a metodologia do Laboratório de Inovação e os resultados têm sido alcançados, pois toda a equipe consegue pensar a dor, qual seja o problema, e encontrar soluções para superar o desafio”, complementou.
Após a Trilha, um mutirão se reuniu em força tarefa que resultou na organização das listagens de eliminação dos processos físicos da 2ª Vara do Trabalho de São Luís (processos de 1991 a 2000) com o mapeamento (identificação) das Ações Civis Públicas daquela VT, visando à obtenção de pontos para o Prêmio CNJ de Qualidade no quesito Gestão Documental e Memória e no item Inovação, tendo este Tribunal conseguido pontuação máxima nestas áreas.
A laboratorista Aline Lobato explica que a iniciativa foi alinhada ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) Redução das Desigualdades (Paz, Justiça e Instituições). “Nosso Laboratório está engajado no cumprimento da Agenda 20230 da ONU e estamos realizando as imersões que vão resultar em Trilhas, e essas Trilhas transformam-se em caminhos que devem ser percorridos por toda a instituição para garantir os ODSs propostos pela ONU”, afirmou.
A secretária de Governança e Gestão Estratégica, Silvia Castro, informou que está sendo finalizado o planejamento de atividades do Laboratório, em conjunto com a nova gestão do Tribunal e unidades afins, para o Exercício 2024, observando o alinhamento às metas estratégicas do TRT-16 e órgãos superiores. A ideia é fomentar as práticas de projetos baseados nas metodologias de inovação, expandindo boas práticas e fortalecendo o desenvolvimento dos objetivos sustentáveis.
Participaram da Rota da Dignidade da Pessoa Humana os servidores da Gestão Documental e Memória Jeane Aragão Adler, José Antônio Abreu Gomes, Joselin Ferreira de Sousa e Waldelívia Sá Costa, além dos estagiários Ana Luíza Costa Pisk, Elida Marianny de Carvalho Birino, Lara Gaspar Barbosa da Silva e William Freire da Silva Ramos. As facilitadoras foram as servidoras Edvânia Kátia e Aline Lobato.
Metodologia da Rota – Inicialmente, os participantes foram convidados a se identificar como atores da história da Justiça do Trabalho no Maranhão, respondendo à pergunta “Quem sou eu nessa história?". Foi um exercício de imersão nas suas memórias, para lembrarem quem são dentro da instituição, qual a importância do trabalho de cada um e como pretendiam contribuir para melhorar a rota. Depois, com o uso da ferramenta de Design Thinking, foi sendo construída uma solução. Para tanto, foi utilizada a ferramenta Canvas Problema; foi identificada, dentro da Trilha da Memória, a necessidade de traçar uma rota que levasse à preservação e difusão das fichas descritivas das Ações Civis Públicas. Com o Canvas Solução, chegou-se ao final da rota com o processo de mapeamento concluído, percorrendo todas as etapas de identificação e triagem, restauro e higienização, digitalização, organização, aplicação do Selo Acervo Histórico, alimentação do sistema e disponibilização.

Com informações do Centro de Memória e Cultura.
 

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